Nos últimos anos, a América Latina tem demonstrado um avanço significativo na forma como governos, empresas e instituições utilizam os dados para gerar valor público e tomar decisões mais inteligentes. Um dos marcos recentes dessa transformação foi o evento América Aberta, que reuniu líderes da região para discutir o futuro da governança de dados. O evento é, na verdade, um conjunto de eventos. O América Aberta reunirá uma série de eventos nacionais e internacionais, como o ABRELATAM/CONDATOS, o CODA.Br, a Semana Dados BR e o Encontro de Governo Aberto. O evento é organizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Open Knowledge Brasil (OKBR), com apoio de outras organizações como o BID e a OEA.
Nós estivemos presente na última edição do evento e trouxemos neste artigo os principais destaques, aprendizados e tendências discutidas. Um conteúdo que reforça nosso compromisso com a inovação, a colaboração e o desenvolvimento de soluções inteligentes para os desafios da América Latina.
O que é o América Aberta?
É um dos principais fóruns latino-americanos sobre governo aberto, transformação digital e uso estratégico de dados. Realizado com apoio de instituições como a Open Government Partnership (OGP) e a Cepal, o evento tem como objetivo fortalecer redes de colaboração entre países e fomentar políticas públicas mais eficientes e transparentes.
Mais do que um evento, o América Aberta é um ponto de encontro entre tomadores de decisão, especialistas em dados, acadêmicos e representantes da sociedade civil de toda a América Latina e do Caribe. Em sua última edição, os debates giraram em torno da governança de dados, inteligência artificial, interoperabilidade, acesso à informação e participação cidadã.
O que os líderes estão dizendo?
Entre os destaques do evento, surgiram vozes potentes sobre a necessidade de acelerar a transformação digital no continente, sempre com foco em inclusão, ética e impacto social.
Líderes governamentais reforçaram a urgência de implementar políticas de dados mais estruturadas, que vão além da transparência passiva e se transformam em mecanismos ativos de inovação pública. Já representantes do setor privado, como startups e empresas de tecnologia, destacaram o potencial dos dados para criar soluções em escala regional, desde serviços financeiros até políticas de saúde e mobilidade urbana.
A heterogeneidade dos países da América Latina exige abordagens flexíveis, e esse foi um ponto comum nos painéis: não há uma fórmula única. É preciso respeitar as realidades locais sem abrir mão de padrões comuns de interoperabilidade e proteção de dados.
A importância da colaboração regional
Um dos consensos mais fortes do América Aberta foi a necessidade de colaboração entre governos, setor privado e academia. A construção de um ecossistema de dados saudável só é possível com confiança, infraestrutura compartilhada e marcos regulatórios claros.
A criação de plataformas de dados abertos, investimentos em educação digital e a adoção de tecnologias como IA e machine learning foram apontadas como caminhos para tornar a América Latina mais competitiva no cenário global.
Durante o evento, diversas iniciativas regionais de sucesso foram apresentadas, provando que a colaboração já está dando frutos. Casos como os observatórios de dados sobre clima, saúde e educação, além de parcerias entre universidades e governos locais, mostram que é possível alinhar propósito com inovação.
Estarmos presentes no América Aberta foi mais do que acompanhar tendências, foi colaborar ativamente com o ecossistema de dados da América Latina. Nossa equipe participou e presenciou discussões estratégicas, reforçando nosso compromisso com o uso responsável, ético e eficiente dos dados para transformar realidades.
Como parte de nossa missão, continuamos investindo em soluções de inteligência de dados que ajudam empresas e governos a tomar decisões melhores. Também acreditamos no poder da formação contínua e da troca de experiências para acelerar o desenvolvimento regional.