Transformando dados em conhecimento
"Mais informação ou um acúmulo de informações, por si sós, não produzem qualquer verdade; faltam-lhes direção, saber e o sentido."
- Byung-Chul Han
Traduzindo dados de forma diferente
Desvende o poder dos dados e transforme sua empresa. Tome decisões estratégicas embasadas em evidências concretas e maximize seu potencial de crescimento.

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  • Dados

    Fonte: Diplomatique Autores: Anderson David Gomes dos Santos e Maria Isabel Lopes   O Observatório das Transmissões de Futebóis foi criado em 2023 pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e o grupo de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (CEPCOM/Universidade Federal de Alagoas-Ufal). A base de suas atividades é o levantamento das transmissões dos torneios de futebóis profissionais masculino e de mulheres no Brasil.   Este texto tem como objetivo principal discutir as principais dificuldades encontradas pelos pesquisadores no processo de coleta de dados sobre transmissões de futebóis no recorte temporal de 2012 a 2024, para torneios nacionais e internacionais, e de 2019 a 2024, para os estaduais.   O uso do termo “futebóis”, ainda que cada vez mais comum na pesquisa sobre esse esporte no Brasil, se dá porque “o mundo do futebol era mais amplo e diversificado” (Damo, 2018, p. 39). Ao tratarmos de futebol profissional, incluímos as ͏transmissões de futebol de mulheres, envolvendo o ͏reconhecimento da importância dessa modalidade, mas também salientando que “este futebol tem uma história singular; sua diáspora foi bloqueada e, de certo modo, ela pouco tem a ver com questões de ordem geográfica” (idem, p. 50). E isso se reflete nas transmissões.   Como os direitos de transmissão foram dispersos ao longo desse período, os͏ jogo͏s começaram a ser transmitidos em diferentes veículos de comunicação, o que torna difícil saber͏ ͏onde serão exibidos. A discussão qualitativa e específica a partir desses resultados vem ocorrendo aos poucos em publicações no portal Ludopédio, em eventos sobre futebol e mídia e, em breve, estarão disponíveis em site próprio, a ser lançado em maio, com disponibilização da base completa de dados.   Sobre as técnicas de coleta de dados  A coleta de dados é um procedimento fundamental para o planejamento de qualquer pesquisa, pois é a forma de adquirir as informações necessárias (Coelho, 2017). Para entender esse processo, imagine ͏organizar uma͏ viagem e escolher a melhor logística até o seu ͏destino. A fim de alcançar esse objetivo, ͏é͏ necessário ͏ter informações exatas e atualizadas sobre possíveis rotas, tráfego e condições das estradas͏. Da mesma forma, em investigações acadêmicas, a coleta de informações precisas e relevantes é essencial para manter a integridade e a validade da pesquisa. O sucesso do estudo depende significativamente ͏dos métodos de levantamento de dados͏ utilizados pelos pesquisadores.   De ͏acordo com Gil (1996), a coleta de dados em estudos de caso envolve a utilização de diversas ͏fontes de evidências. Assim, validar a fiabilidade dessas fontes é essencial͏, uma vez que a eficácia da investigação depende fortemente͏ de quão bem estão reunidos os fatos. É importante que os dados coletados sejam precisos, completos e pertinentes ao objetivo da pesquisa. Além disso, com o progresso tecnológico, lidamos muitas vezes com dados extensos e desorganizados. Isso requer o emprego de ferramentas e métodos sofisticados para coletar, armazenar e examinar essas informações (Coelho, 2017).   Apesar das dificuldades, ao superar essas barreiras, podemos utilizar o potencial de uma base de dados para melhorar a tomada de decisões, ͏ realizar pesquisas eficazes e aprimorar a nossa compreensão em vários domínios.   Síntese metodológica  Na atualidade, existem͏ várias formas de se manter atualizado sobre͏ os jogos de futebol, como canais de ͏TV gratuitos, serviços de assinatura, pay-per-view e demais plataformas online. Isso vem causando dúvidas em torcedoras e torcedores para saber onde o jogo que interessa vai ser transmitido.   Por isso, a primeira atividade do Observatório das Transmissões de Futebóis foi o “Levantamento de Transmissões de Futebóis no Brasil”, desenvolvido de agosto de 2023 a fevereiro de 2024, enquanto projeto de pesquisa em fluxo contínuo na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A busca se deu especialmente a partir de fontes secundárias, partindo de sites noticiosos que atuam com a cobertura midiática, assim como perfis em redes sociais que publicam a programação das transmissões. Essa etapa envolveu o trabalho de estudantes de graduação (Jornalismo, Ciências Econômicas e Educação Física), de doutorado (Geografia e Comunicação) e profissionais com interesse no futebol (jornalistas e geógrafos).   Para apresentar aqui as dificuldades encontradas pelos pesquisadores, elaboramos um formulário para indicar os seguintes pontos: importância da qualidade dos dados; problemas encontrados; pulverização das transmissões; acessibilidade das informações em fontes primárias (federações e organizadores de torneios de forma geral); e o que poderia ser aprimorado no mapeamento. O foco deste texto será o segundo ponto, ainda que os demais apareçam na argumentação.   Problemas encontrados  Todas as oito pessoas pesquisadoras indicaram ter encontrado dificuldades em algum momento do processo. No geral, isso está relacionado com a questão de os jogos serem exibidos por distintas plataformas e empresas midiáticas, algumas das quais deixaram de existir, o͏ que complicou o monitoramento de todas as fontes e a manutenção da precisão dos dados recolhidos.   Isso se acentua quando há limites ao acesso às informações por fontes primárias, federações e os próprios grupos midiáticos que adquirem direitos de transmissões de determinado evento. Vale ressaltar que não existe uma base única de dados sobre essas exibições, bem como são raros os casos em que os meios de comunicação apresentam informações sistematizadas. A fim de conferir os resultados da pesquisa, a equipe do Observatório enviou e-mail para todas as 27 federações estaduais de futebol, pedindo informações sobre as transmissões de campeonatos locais. No entanto, até agora não houve nenhuma resposta.   Apesar de haver uma lei de acesso à informação no Brasil, esta é restrita para obrigações de organizações públicas ou com algum vínculo público-estatal. Assim, a falta de transparência e consistência no compartilhamento de dados tem sido a regra do jogo, o que dificulta a análise e compreensão do cenário esportivo e midiático no país, como afirma a jornalista Amanda Trovó: “Isso foi um fator que impediu a coleta de muitos dados, causando inclusive choque de informações. Com essa falta de informações sobre a transmissão, a motivação do torcedor para assistir à partida diminui e, como pesquisadora, o processo de coleta de dados terminou sendo mais conflitivo do que esperava, afinal, as informações não eram claras sobre as transmissões e em alguns momentos, não existiam”.   A falta de dados sobre qual canal detém o direito de imagem é mais escassa nos casos de torneios que não ocupam o polo hegemônico do campo social esportivo no Brasil, ou seja, fora do centro-sul e da prática de homens. O doutorando em Geografia Jonathan Ferreira indicou algumas questões relacionadas à dificuldade na obtenção de dados de campeonatos estaduais transmitidos por empresas locais, efeito do modelo de difusão comunicacional centralizado. Entretanto, o problema vai além do escopo midiático, como indicado pelo geógrafo Iago Vernek: “Percebemos a falta de informações inclusive das mídias [desses] locais [fora da hegemonia] sobre partidas televisionadas ou transmitidas em plataformas. Muitas vezes, são os próprios clubes que exibem seus jogos, sem muita divulgação. O mecanismo de busca do Google, bastante concentrado nos grandes meios de comunicação, também torna a pesquisa enviesada”.   As dificuldades sobre a pesquisa das transmissões de campeonatos da região Norte foram relatadas por duas pessoas. A diferença de calendário de alguns estaduais da região dificultou a coleta, pois era necessário maior atenção para o recorte temporal da busca. Micaelle Cristina, estudante de Educação Física e responsável pelos torneios de mulheres nessa região, apontou que esse cruzamento de pontos de investigação levou a uma maior ͏complexidade aos ͏esforços da recolha de dados: “primeiramente por ter sido o futebol feminino e também por ser da região Norte, pois a falta de informações e desvalorização do esporte nessa região dificultou bastante”.   Sobre o futebol de mulheres, Amanda Trovó indicou o quanto foi difícil conseguir dados sobre as competições estaduais, enquanto os torneios nacionais e internacionais apresentaram mais informações ao longo do tempo. Problema semelhante de Henrique Sales Barros, jornalista, que indicou a falta desse repasse pelas federações estaduais. Sobre isso, vale indicar que em 2020, em meio à pandemia, nove estaduais femininos foram cancelados, o que não aconteceu no futebol masculino. Por outro lado, Antônio Bandeira, estudante de Jornalismo, relatou como mais um elemento de complexidade para esses casos o diferente formato de calendário do futebol de mulheres, com alguns estaduais ocorrendo no final do ano, após o torneio nacional.   A͏s melhorias na coleta de dados ͏de transmissões podem ser alcançadas com a compreensão das partes envolvidas em divulgar essas informações de forma ampla e sistematizada a cada início de torneio, de maneira que facilite a busca por veículos noticiosos de futebol, tanto por torcedores e jornalistas, como também por quem pesquisa o tema. Esse tem sido o objetivo do Observatório: alcançar certa padronização na apresentação e divulgação de dados por parte das emissoras, incentivar maior transparência por parte dos clubes e empresas responsáveis pelas transmissões, e o desenvolvimento de ferramentas e tecnologias que facilitem a coleta e análise de dados em tempo real.   O que esperar   Com base nessas questões levantadas, fica evidente͏ que a coleta de dados sobre as transmissões dos futebóis é crucial ͏para compreender a situação desportiva atual, levando em consideração a convergência midiática que envolve a radiodifusão, plataformas digitais e empresas de telecomunicações.   No entanto, existem vários obstáculos, principalmente por causa da dispersão dos direitos͏ de ͏transmissão, além da ausência de uniformidade e͏ transparência nas informações fornecidas pelos agentes envolvidos na organização e transmissão dos campeonatos.   A regulamentação dos direitos de imagem no futebol espelha um jogo sem árbitro, sem a garantia de que todos sigam as regras e que o produto possa ser mais bem visibilizado, o que se acentua nos múltiplos casos fora do campo geográfico hegemônico desse esporte e da mídia no país.   Acreditamos que o Observatório pode se tornar uma referência importante tanto para a apresentação de uma base de dados em perspectiva histórica, mas também do ponto de vista analítico, de maneira a compreender cada momento específico de estruturação do mercado de transmissões, a partir de uma sistematização dessas informações. Da mesma forma, a compreensão do desenvolvimento econômico desigual do Brasil, bem como das desigualdades de gênero, é um passo para analisar não apenas o topo da pirâmide futebolística e midiática nacional.   Anderson David Gomes dos Santos é professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema/Campus do Sertão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do Observatório das Transmissões de Futebóis.   Maria Isabel Lopes é estudante de graduação em Ciências Econômicas da Unidade Educacional Santana do Ipanema/Campus do Sertão da Ufal e pesquisadora do Observatório das Transmissões de Futebóis.   Referências bibliográficas COELHO, B. Análise de dados: o que é e como fazer? Mettzer, s/l, 26 set. 2017. Disponível em: https://blog.mettzer.com/analise-de-dados/. Acesso em: 30 abr. 2024.   DAMO, A. Futebóis – da horizontalidade epistemológica à diversidade política. Fulia, Belo Horizonte, v. 3, n. 3, p. 37-66, set./dez. 2018.   GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
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    Dificuldades na coleta de dados sobre transmissões do futebol

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    O Dia Mundial Sem Carne, celebrado em diversos países em 20 de março, tem origens que remontam ao movimento global em prol da conscientização sobre os impactos do consumo de carne na saúde, nos animais e no meio ambiente. A iniciativa visa promover alternativas alimentares mais sustentáveis e éticas.   Uma peça-chave nesse movimento é a campanha “Segunda Sem Carne” (Meat Free Monday – MFM), que surgiu em 2003 nos Estados Unidos e hoje se estende por mais de 40 países. Seu principal objetivo é incentivar as pessoas a reduzirem o consumo de carne, especialmente às segundas-feiras, promovendo uma transição gradual para uma dieta mais baseada em plantas.   Um estudo realizado pela Brighton and Sussex Medical School (BSMS) e pela campanha Segunda Sem Carne revelou que mais de 30% dos participantes, após cinco anos, adotaram uma dieta plant based. Essa mudança não apenas reflete a crescente conscientização sobre os impactos da proteína animal na saúde, mas também destaca a eficácia de campanhas que incentivam a redução do consumo de carne.   No Brasil, a campanha Segunda Sem Carne é conduzida pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Ela convida as pessoas a explorarem novos sabores, substituindo a proteína animal por opções vegetais. Além do benefício pessoal para a saúde, a ação resulta em uma economia significativa de água, com apenas um dia de escolhas alimentares conscientes representando uma economia de 3500 litros de água.   A mudança de hábitos alimentares também é evidenciada por pesquisas recentes. Um levantamento realizado pelo The Good Food Institute Brasil revelou uma redução de 67% no consumo de carnes bovina, suína, de frango e de peixe entre os brasileiros. Essa mudança, impulsionada por preços mais altos e uma busca por hábitos mais saudáveis, indica um movimento em direção a proteínas de origem vegetal.   A pesquisa encomendada pela SVB à Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) mostrou que 46% dos brasileiros deixaram de comer carne por vontade própria ao menos uma vez por semana. Essa tendência é corroborada por dados do estudo GFI, que indicam que quase metade dos brasileiros já estava reduzindo o consumo de carne em 2020.   O mercado de proteínas alternativas, derivadas de plantas, também está experimentando um crescimento expressivo. Estudos preveem um aumento de quase 70% nos próximos seis anos, movimentando mais de US$ 28 bilhões globalmente. A pandemia acelerou essa mudança de comportamento, com a preocupação ambiental se somando às questões de saúde.     É importante notar que a escolha por uma alimentação sem carne não garante automaticamente uma dieta saudável. No entanto, especialistas destacam que uma dieta vegana bem planejada pode oferecer benefícios à saúde, como a redução do risco de doenças cardíacas e diabetes. Nutricionistas ressaltam que a chave está em fazer escolhas conscientes, selecionando alimentos nutritivos e equilibrando a dieta.     Em conclusão, o Dia Mundial Sem Carne e a campanha Segunda Sem Carne representam movimentos significativos em direção a uma alimentação mais consciente e sustentável. Essas iniciativas não apenas promovem a redução do impacto ambiental e o respeito aos animais, mas também destacam a importância de escolhas alimentares que beneficiem a saúde individual e coletiva. À medida que mais pessoas se engajam nessa jornada, o caminho para um futuro alimentar mais ético e equilibrado se torna mais tangível.
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    Dia Mundial Sem Carne: Rumo a uma Alimentação Sustentável e Consciente